Leiothrix
lutea ou Rouxinol do Japão, que apesar do nome é originário de lugares como China,
Birmânia, Himalaia e Índia. Acredita-se que a designação venha
do fato de o Japão ter intermediado o comércio dessas aves.
Nos Estados Unidos ele tem um nome mais adequado à sua origem:
Peking Robin, ou tordo de Pequim. Este pequeno pássaro consegue
reunir todas as qualidades que se buscam nas aves.
Tem um
canto admiravelmente melodioso, bela plumagem e além disso,
dá-se bem tanto em gaiolas dentro de casa como em viveiros
no jardim e é fácil de cuidar. Os machos e as fêmeas são muito
parecidos, tendo os machos uma coloração mais forte. Seu canto
forte, composto de notas curtas e repetidas, compõe o que
os especialistas chamam de "gargalhar". O macho canta bastante e a fêmea dá trinados curtos e menos freqüentes.
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Ambos cantam mais quando tem por perto um companheiro e não conseguem
vê-lo. Por isso,
procure manter mais de um exemplar num mesmo recinto, mas em locais
isolados. Feche as
laterais dos viveiros com tijolos ou disponha as gaiolas de forma
a que uma ave não enxergue a
outra. Sua plumagem é sedosa e dependendo da variação a que ela
pertence, há suaves
modificações das cores originais, que são corpo cinza, peito verde-oliva,
garganta amareloavermelhada,
rabo preto, bico avermelhado e asas ligeiramente avermelhadas. Essas
alterações
na coloração também ocorrem entre machos e fêmeas. Os machos apresentam
cores fortes e
máscaras que cobrem quase toda a cabeça; as fêmeas têm tons mais
fracos (especialmente o
avermelhado das faces) e máscara menor.
Criação: São pássaros extremamente difíceis de serem criados em
cativeiro. Na natureza, o
Rouxinol habita a parte baixa das florestas e os bosques encravados
nas montanhas. Faz o ninho,
em forma de taça, nos arbustos mais elevados e forra-os com líquen
(planta emaranhada e fina),
musgo, capim e raízes. Vive em pequenos bandos que se movimentam
o tempo todo em busca de
insetos (o cardápio predileto da espécie), sementes, frutas e legumes.
É uma ave extremamente
ativa que esvoaça pôr todo o espaço do aviário a toda a velocidade.
Gosta de se emboscar-se pôr
entre vegetação, nas regiões mais baixas do viveiro. Os machos têm
uma linda voz de canto.
Adoram tomar banho e devem ter essa possibilidade. Embora estas
velozes aves possam dar a
impressão de serem tímidas ou descuidadas, não é esse o caso mais
comum. Se tiver paciência, podem
tornar-se muito dóceis, podendo vir a comer à sua mão. Essa mesma
agitação pode ser
verificada em cativeiro: ele não pára, demonstrando alegria e boa
disposição. Além disso, é
bastante resistente e suporta bem tanto o frio como o calor. A reprodução
exige muita dedicação.
É preciso colocá-los na época do acasalamento, em viveiros construídos
de modo a apresentar
semelhança com o habitat da ave. No Brasil poucas pessoas tiveram
êxito em conseguir um ou
outro casal que tenha gerado filhotes.
Alimentação: Sua alimentação também é um pouquinho complicada, quando
comparada a um
pássaro exótico normal. Pode ser alimentado com uma mistura de sementes:
alpiste, painço,
senha, linhaça, níger, nabão, painço preto, panço verde, painço
vermelho. Um suplemento de
pasta de insetos, verduras como almeirão ou escarola deve ser fornecidas
pelo menos uma vez por
semana. Devem ser servidos, se possível, grande quantidade de frutas
e flores, pois além de
insetos, ele pode ainda se alimentar de néctar. Farinhada não é
essencial para a boa saúde do
pássaro, porém deve ser servida e trocada todos os dias, especialmente
na época de reprodução e
muda de penas. Podem ainda ser servidas provisões regulares de alimentos
vivos (tenébrios),
principalmente para alimentação dos filhotes. Para completar, uma
tigela de areia de rio lavada deve ser deixada a disposição dos pássaros. |