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Mandarim

Fácil de ser criado, o Mandarim é apreciado em todo o mundo. Um de seus atrativos é a imensa variedade de desenhos na plumagem. Com seu bico curto e riqueza visual, este pássaro é um dos mais populares, criado praticamente no mundo todo. Razões para isto há de sobra: ele procria facilmente e muitas vezes ao ano.

Os mais belos exemplares podem alcançar bons preços (30 dólares para um excelente e de 1 a 2 dólares os mais comuns). Se adapta a qualquer meio, em climas frios ou quentes, em pequenos ou grandes espaços e além disso, não tem nenhuma exigência extraordinária. Enfim, trata-se de um pássaro fácil de se ter, indicado portanto, também para principiantes na criação de aves.
Um dos prazeres de criá-lo é que através de acasalamentos programados você pode obter Mandarins de centenas de cores das mais diferentes, distribuídas em belos e harmônicos desenhos sobre a plumagem.

Existem 8 cores básicas e mais 400 diferentes, chamadas de mutações, que foram obtidas dessas 8 iniciais. Para conseguir pássaros de cores diferentes, você deve sempre cruzar um de cor básica como o Cinza, por exemplo, com um mutante como o Peito Negro. Na primeira ninhada vão nascer todos Cinzas, mas portadores do gene Peito Negro. Daí, você pega um desses filhotes portadores desse gene e cruza com outro Peito Negro. Nascerão Cinzas e também uma mescla dos dois, ou seja, Cinzas com Peitos Negros. Para perpetuar essa cor nova, você precisa cruzá-la com Peitos Negros ou portadores do gene Peito Negro e depois, com o tempo, com exemplares da mesma cor.

Cores: O mais comum é o Cinza ou Zebra (corpo cinza-amarronzado com branco, listras negras na cauda e, só no macho, listras pretas e brancas na garganta, marcações alaranjadas nos lados da face e pintinhas brancas nos flancos); o Canela, Prateado, Ágata (Canela com bordas das penas grandes em branco), Mascarado (bege bem claro), Dorso Pálido (Cinza-claro), o Branco e o Albino (olhos vermelhos). Exemplos de mutações: com tapete e bico amarelo (o original é vermelho), Cinza de Bochechas Negras (é o mais raro); Peito Negro; Peito Laranja; Bochecha Castanha; Pheo (creme claro com ponta das penas em tom mais forte), Creme; Pingüim (capa preta com o corpo branco ou prateada com branco), entre outros.

Instalações:
Sempre com malha fina. A gaiola de metal é ideal para até 1 casal e seus filhotes - 40 x 60 x 30 cm de profundidade. A gaiola criadeira de metal pode comportar até 30 filhotes com 32 dias até 18 meses, quando começam a acasalar - 35cm altura x 1,40 de comprimento x 60 de profundidade. Os viveiro para até 40 casais devem ter armação de ferro, os 4 lados fechados e teto todo coberto com telhas de barro e algumas de vidro e com maior número de ninhos do que de casais, para não haver disputa. Deve possuir também puleiros de várias espessuras para exercitar os dedos.

Higiene: O recomendado aos pássaros em geral. Semanalmente lavar gaiola, comedouros e bebedouros. Os comedouros e bebedouros devem ficar imersos no cloro durante cerca de 4 dias (providencie substitutos). Depois lavá-los com água corrente e deixar secar ao natural. Mensalmente, raspar com uma faquinha os puleiros, lavá-los com sabão e escova e secá-los bem ao sol ou no forno para não ficarem úmidos , evitando o aparecimento de fungos.

Alimentação:
Diariamente deve ser dado uma mistura com painço, alpiste, senha, niger, colza, painço verde, verduras (somente almeirão ou escarola), sendo as preferidas almeirão e escarola (colocar uma folha entrelaçada na grade); farinhada de mel ou de ovos.

Reprodução:
Começa aos 9 meses. Identifica-se facilmente o macho da fêmea no Mandarim Cinza; nas outras variedades é melhor observar - só o macho canta e o vermelho do bico da fêmea é mais pálido. Põe de 4 a 6 ovos que eclodem em cerca de 12 dias. Após cerca de 2 semanas já se alimentam sozinhos e aos 18 dias começam a voar. Os jovens são identificados pelo bico marrom-escuro quase negro. Ninho externo de caixa de madeira ou cestinha de vime de cerca de 14 cm de altura e 12 de diâmetro (colocada inclinada a 50 graus, para não cair os ovos, e amarrada nas grades da gaiola com arame).

Saúde:
Ave rústica, não apresentado nenhuma doença em particular. Em situações adversas e de estresse, costuma arrancar penas do corpo com freqüência, o que faz também na falta de material para fazer o ninho ou em gaiolas superpovoadas. Vida média: Aproximadamente 8 anos.
 
 
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