Outro cientista descobriu na península de Cobourg, outros
pássaros
similares, porém de cabeça negra. Foi quando Jhon Gould decidiu
fazê-los uma nova
espécie, a quem chamou de "Amadina
Gouldiae". Apesar de sua semelhança, a
diferença de cores lhe pareceu digna de consideração. Neste momento
se cria uma
polêmica sobre a denominação dessas aves e se, na verdade, são realmente
de uma
mesma espécie, porém com certos disformismos. Não tardou em comprovar-se
que "
Amadina Gouldiae" era um "Poeplhila
mirabilis" com uma distinção. É que o
Diamante de Gould apresenta uma particularidade muito pouco comum,
para uma
mesma espécie existem distintas variedades: uma de cabeça negra
e outra de cabeça
vermelha, que podem conviver e reproduzir-se aparentando-se entre
elas. Os
primeiros Diamantes de Gould foram exportados para a Inglaterra
no ano de 1.887,
onde receberam um acolhida entusiasta por parTe dos aficionados
e criadores. Em
1896 expuseram em Paris os primeiros exemplares vivos de Diamantes
de Gould e no
ano seguinte em Berlim. O Inglês P. W. Teague foi o primeiro a obter
a reprodução do
Diamante de Gould, estudando umas 24 gerações e publicando suas
observações na
Avicultura Magazine entre 1931 e 1946. E aqui começa a grande expansão
dos
Diamantes de Gould entre os aficionados pela avicultura. Gould em
uma de suas obras escreveu: "Se novidade
é um atrativo, quando a novidade se une a beleza e a
elegância, o atrativo resulta consideravelmente em realeza."
Tamanho: cerca de 12 cm.
Cores: Original - Cabeça: vermelha, preta ou laranja. Peito: violeta.
Barriga:
amarelo-ouro. Manto: verde luminoso. Mutações - Cabeça: amarela
ou cinza. Peito:
branco, rosa ou azul. Barriga: creme. Manto: amarelo, cinza claro,
azul etc.
Instalações: Devem permitir o banho de sol e em local com algum
resguardo.
Gaiola: para 1 casal, com ao menos 60 cm de comprimento x 30 cm
de profundidade x
35 cm de altura. Viveiro: de alvenaria, com apenas a frente de tela,
voltada para o
Norte, com 3 m de comprimento x 1 m de largura x 2,10 de altura,
piso de lage com 15
cm de espessura e tela de ½ polegada com fio 18.
Acessórios: Gaiola: 2 puleiros de 10 mm de diâmetro, bem afastados
e longe das
laterais, para evitar danos às penas da cauda. Galhos de árvores
são também uma
boa opção, mais usados em viveiros. Utilize uma banheira para banho
diário, que
ajuda a manter a plumagem em boas condições. Deixe sempre à disposição
um osso
de siba para fornecimento de cálcio e areia mineralizada para ajudar
na digestão.
Alimentação: mistura das seguintes sementes: alpiste, painço, niger,
senha, aveia
painço verde, diariamente ainda farinhada a ase de mel ou ovos.
Em dias alternados,
verduras. Na natureza alimenta-se de gramíneas, sementes, brotos
de verduras,
insetos adultos e em estado de larva e, eventualmente, de frutas
e até polén.
Identificação
sexual: O macho tem cores mais vivas principalmente
no peito, a
cauda central mais comprida. Faz o corte movimentando-se no poleiro,
expondo as
plumas e cantando. No período de acasalamento é comum o bico do
macho tornar-se
mais claro e o da fêmea mais escuro.
Reprodução: A partir de 10 meses a fêmea bota de 5 a 8 ovos que
eclodem após
15 a17 dias. Se não botar pode ser por mudança freqüente da gaiola
de lugar; pela
fêmea ser jovem ou velha demais, por falta de interesse do macho
(vê-se quando não
corteja a fêmea). Para tentar interessá-lo, separe-o da fêmea por
1 mês. Quando os
filhotes ficam independentes, aos 45 a 50 dias, separe-os dos pais
ou da ama para
iniciar nova postura. Após 3 posturas dar descanso de 1 mês ao casal,
totalizando 6
posturas por ano quando a mãe não choca (usa de ama). Quando a fêmea
também
choca, fazer só 3 posturas seguidas, por ano. Usar ninho de madeira
de 20x14x14 cm,
com divisória de 4,5cm de altura, formando 1 ambiente para os ovos
(13x14) e outro
(7x14) para os primeiros passos dos filhotes. Neste último fica
a porta, redonda, na parte
superior. A tampa deve ter 3 furos em cada extremidade, para melhor
circulação
do ar. Como forração forneça grama japonesa ou raízes de capim.
Sensível às
inspeções no ninho: fazê-las ao entardecer.
Criação dos filhotes: Em
geral, pais criados exclusivamente por seus pais e não
por amas-secas, são mais zelosos. Se os acostumarmos ao uso de ama-seca,
dificilmente criarão sem a ajuda dela no futuro.
Criação: O Diamante de Gould, criado há mais de 100 anos em cativeiro,
ambientou-se à criação doméstica a ponto de não estranhar a aproximação
das
pessoas e permanecer calmo em situações como quando se coloca comida
na gaiola,
sem demonstrar medo. Isto é extraordinário se considerarmos que
na natureza ele não
desce ao solo para beber se não pressentir absoluta segurança, podendo
voar até 3
horas à procura de um poço seguro. A confiança adquirida não significa
porém, que o
local onde fique não deva ter algum resguardo, para que ele viva
e procrie bem. É
bastante comum que viva mais de 10 anos, quando tratado adequadamente. Recomenda-se
antes de um envolvimento com o Gould alguma experiência com
espécies mais rústicas como Canário de Cor, Periquito Australiano
e Manon. Isto
porque o Gould é um pouco mais delicado, mas não a ponto de causar
problemas. Quanto à procriação, na maioria dos casos (há exceções)
a espécie não
dá atenção aos filhotes, exigindo o uso de uma ama-seca, como o
Manon, para chocar
os ovos e cuidar dos pequenos até a sua independência. Pode conviver
bem com
outras aves, como o Starfinsh, Mandarim, Manon e Bico-de-prata,
principalmente em
viveiros ou voadeiras que são mais espaçosos. Deve-se evitar superpopulação
e
espécies agressivas. O interesse pela sua criação cresceu com o
aparecimento,
sobretudo nos últimos 10 anos, de mutuações com novas cores e marcações. |