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Calafate

O calafate é originário de ilhas indonésias como Java, Sumatra e Bornéo e é também chamado de Pardal de Java ou Pada. Constrói o ninho como se fosse uma bola oca e o fecha bem, de forma que reste apenas uma pequena abertura de entrada para a luz.

No Brasil, o calafate é criado há mais de 40 anos. Vive e se desenvolve muito bem já que é uma ave de clima quente. Chegou aqui através de criadores brasileiros que foram buscá-lo na Europa e de marinheiros orientais que aportavam trazendo exemplares na bagagem. É uma ave resistente, que se dá bem em viveiros externos, onde pode ser criado em colônias ou com outras espécies, como os periquitos Australianos e Diamantes Mandarim.

Os criadores preferem entretanto, tê-lo em gaiolas formando apenas um casal, onde fica mais dócil e aceita bem a aproximação das pessoas, reproduzindo-se normalmente. O macho é um pai e tanto. Costuma colaborar com a companheira em todas as etapas possíveis da procriação. Em março, junto com a fêmea, trança o capim e confecciona o ninho cuidadosamente. Eles não deixam escapar nem mesmo eventuais folhinhas que, por acaso, fiquem presas em algum lugar. A partir daí, acasalam-se. Assim que a fêmea termina de botar os ovos, revezam-se no choco e, em conjunto, passam a alimentar e cuidar dos filhotes. Todo este processo dura cerca de dois meses. Logo depois, o ciclo reinicia, e assim sucessivamente, até o fim de outubro.

Começa, então, uma nova fase, a da recuperação física do organismo desgastado pelo período reprodutivo. Vai até o mês de março e durante a mesma, ocorre a muda, que dura no máximo dois meses. Terminada esta fase, retornam à reprodução. Transporte: O calafate se estressa facilmente em viagens e pode morrer, exigindo cuidados especiais no seu transporte. Para resguardá-los, é melhor coloca-los em caixas de transporte. Mesmo assim, ficam com muito medo, tanto que mantêm os olhos fechados durante o percurso e não os abrem enquanto a viagem não terminar. Para tranqüilizá-los, é melhor parar a cada duas horas, tira-los da caixa, e coloca-los em suas respectivas gaiolas, para descanso de 30 minutos. Depois pingar duas gotas de água no bico, amenizando a sede causada pelo estresse. Os criadores recomendam nunca transportar o Calafate na época da muda. Neste período a resistência cai bastante e, por isso, aumenta muito a chance do estresse ser fatal.

Mutações: O corpo cinza do Calafate original pode apresentar tonalidades mais ou menos intensas. A preferida pelos criadores é a cinza escura. Existem também as seguintes mutações:

- Branca - Tem os olhos pretos.
- Albina - Branca com os olhos vermelhos.
- Canela - Cabeça marrom escura e corpo marrom claro.
- Isabelina - Cor marrom mais clara que no canela.
- Canela diluído - Corpo branco, cauda e cabeça bege e olhos vermelhos.
- Arlequim - Manchas brancas irregulares sobre o corpo cinza.
- Prata - Corpo cinza diluido.
- Cabeça Preta - Corpo cinza e cabeça Preta

Alimentação:
O Calafate é granívoro. Dar diariamente ração industrializada para granívoros à vontade,
ou uma mistura de sementes. Pode-se complementar 2 a 3 vezes por semana com maçã picada, couve, almeirão e escarola, podendo serem servidos insetos (tenébrios) e no período de procriação dar à farinhada.

Identificação sexual: O macho adulto canta mais, seu bico ocupa uma área maior na face e tem o anel em volta dos olhos mais vermelho e grosso. Ninho: Caixa de madeira cúbica, 20 x 20 x 20 cm com tampa e fora da gaiola, com a abertura redonda voltada para a gaiola. Se menor pode prejudicar a postura da fêmea. Em viveiro, pôr um ninho a mais que a quantidade de casais. Na gaiola, colocar o ninho junto com o casal, a partir dos 10 meses de idade.

Reprodução:
No início de março, durante 4 dias, colocar um punhado de capim barba-de-bode para cada ninho. Enquanto o capim não acaba, o casal tece o ninho - uma bola oca que ocupa todo o espaço do cubo. Depois de pronto, pode-se cortar a parte superior da bola com uma tesoura, para inspeções quando abrir a tampa. Nunca limpar o ninho. A fêmea fica nervosa e prejudica a criação. Um mês e meio depois começa a postura. A fêmea põe de 4 a 6 ovos (demora 4 dias). Depois do último, começa a chocar, revesando-se com o macho. Após 15 a 16 dias os ovos eclodem. Os filhotes são separados dos pais aos 35 dias. A nova postura começa 3 dias depois. De março a outubro são 4 a 5 posturas. O casal tem por temporada cerca de 20 filhotes.

Higiene:
Adora banho. Na época de criação, em dias quentes, colocar diariamente uma vasilha com água para banho. Na muda (novembro a fevereiro), apenas uma vez por semana. Saúde: Boa higiene e alimentação bastam. Bico quase branco é sinal de anemia. Se a muda durar mais de 2 meses significa algum problema.
 
 
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